Inveja da Criatividade alheia? Eu tenho!

Cara, sou humana e não dá para fugir da verdade. Eu tenho inveja da criatividade alheia.

Fico puta quando leio algo foda e digo para mim mesma, isso é foda. Por quê eu não pensei nisso antes? Como não me ocorreu isso antes
?




Tá tudo aqui. Simples, debaixo do meu nariz e vem outro e escreve antes de mim. Foda. Só precisa prestar atenção. Mas vê o simples é complicado. Escrever bonito e grandioso de um jeito que ninguém entende é mole. Agora ser profundo de forma simples é difícil para caralho. (Aliás, adoro a palavra caralho. O R sozinho com o LH dão profundidade a minha angústia. É como falar com a boca cheia na mesa do jantar pra todo mundo ver e ouvir. Liberta. Mas não pode. Então como não pode eu escrevo! Afinal de contas, esse lugar aqui é meu) Voltando as vacas magras da criatividade, eu não consigo nunca achar um bom título para as coisas que quero dizer. Por exemplo, o nome desse blog é uma merda. Eu acho a idéia bacana. Mas três palavras para um blog é muita coisa. Além disso, não tem a porra do apelo comercial e todo mundo de marketing concorda que não ficou bom. Para implicar, coloquei assim mesmo. O espaço é meu, quem escreve sou eu. Dane-se. Mas é ruim. Eu sei. Entubo isso todo dia. A Rejane, minha amiga que agora se chama Paula, tem um blog foda. O nome é: É marmelada. Acho foda. Bom para cacete, né? Como eu não pensei nisso antes? A Fernanda sempre me diz que um bom título tem que ter um verbo (juro que não lembro de ter aprendido isso na faculdade – mas a Nívea aprendeu. E os títulos dela também sou bons para caramba!). Isso só para citar uma mortal comum, mas criativa.

Para citar os gênios eu precisaria de muito tempo (coisa que não tenho) para escrever aqui.

Mas quando Renato Russo diz “gostei de ver você dormir que nem criança com a boca aberta” é simples e muito bom. A imagem do que ele tá dizendo é profunda e vem de forma instântanea à mente.

Alceu quando diz “nosso amor definhou, definhou, perdeu o cio. Eu me sinto tão triste cansado, estou vazio” também me dá raiva. Por que diabos eu não pensei em “definhar” para dizer que algo estava falecendo? Isso é muito bom. Também fico com inveja de “na primeira manhã que te perdi, acordei mais cansado que sozinho”. Cara, isso é fantástico. Dá aquela idéia de que acordou com ressaca emocional, foda, né? Muito bom.


Aí vem Vinícius e diz num poema que virou música: “tem sempre um dia em que a casa caí pois vá curtir seu deserto vá, mas deixe a lâmpada acesa porque se algum dia a triteza quiser entrar; e uma bebida por perto porque você pode estar certo que vai chorar” mais simples e profundo do que isso? Só eu e esse post mais do que sincero aceitando a humana condição de minha alma de ser mediana, simples, às vezes criativa e invejosa. Pronto, depois dessa, terapia para quê? Já fiz minha auto-análise de hoje.


Um comentário:

Paula disse...

Ownnnn amigaaa!
Então temos que aceitar: a inveja é mútua! Eu acho "Santa Bagunça no Varal" o máximo. Por que não pensei nisso antes??
Adorei o "Rejane que agora se chama Paula." Hahaha! Na verdade sempre me chamei Paula, eu é que não sabia!!
Mas minha loirice não me permitiu mudar o nome do link do meu blog. Não sei colocar www.emarmelada.wordpress.com. Então o título bom não adiantou de nada! "Definhou".rs

Também amei a frase: “na primeira manhã que te perdi, acordei mais cansado que sozinho”. Simplesmente lindo. Por ser simples e por ser lindo. Compartilho da sua inveja, amiga!

Saudades mil!

bjos!

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