For you...

 
 
The sun is filling up the room
And I can hear you dreaming
Do you feel the way I do right now?
I wish we would just give up
'Cause the best part is falling
Call it anything but love
And I will make sure to keep my distance
Say "I love you" when you're not listening
How long can we keep this up, up, up?
And please don't stand so close to me
I'm having trouble breathing
I'm afraid of what you'll see right now
I give you everything I am
All my broken heartbeats
Until I know you understand
And I will make sure to keep my distance
Say "I love you" when you're not listening
How long can we keep this up, up, up?
And I keep waiting
For you to take me
You keep waiting
To say what we have
So I make sure to keep my distance
Say "I love you" when you're not listening
How long can we keep this up, up, up?
Make sure to keep my distance
Say "I love you" when you're not listening
How long til we call this love, love, love?

Futuro retrô


 
Dizem por aí que favela tá na moda, fitinha do nosso Senhor do Bonfim tá na moda, tomar açaí tá na moda, pedalar tá na moda, não comer tá na moda, ter opinião tá na moda. Eu fico aqui pensando com  os meus botões, mas que diabos! Eu sempre tive na moda e não sabia? A minha marca é tão autentica quanto a cara lavada do trabalhador brasileiro que come sua marmita no banheiro, com vergonha de fazer feio na frente dos outros funcionários. Meu suor nunca teve etiqueta. Sem marca, sem dinheiro, sem certeza. Eu nunca soube que andava na moda. Para mim, a desgraça foi sempre uma vizinha reconfortante. Na moda, eu? Mas que nada meu amigo. Umas bobas palavras em jornal da moda [escritas por uma mão bem cuidada, de alguém que nem acordou tão cedo quanto eu e já tinha a roupa passada, antes de beliscar uma torrada e sair tomando o suco de laranja à procura de um táxi] são apenas umas bobas palavras em um jornal da moda. Dizendo que moda é a invenção da vida que a gente leva. Das poucas certezas que carrego comigo, a única coisa que posso afirmar é que a moda (aquela que eu sei porque observo de longe) é mesmo aquilo que o dinheiro compra caro. Uma logo estampada no carro, na bolsa, no salto, um nome qualquer que custou os olhos da cara. Não sei, meu amigo. Assim como se marca os bois com brasa quente, a moda marca os endinheirados com idiotice e despreparo. Para a vida e para a morte. Vivem da vida que acreditam que levam, sempre muito orgulhosos dos “problemas” que precisam resolver, porém apavorados com a idéia de não existir. O medo de não ser. Nesse caso, a moda é apenas um retrocesso. O futuro retrô da minha, da sua, da nossa sociedade capitalista. Sempre ditando o que pode e o que não pode. Inventando o futuro com peças do passado, cobrando caro por um pedaço de metal, uma sigla que significa qualquer bobagem. Uma maneira de “ser” sem ser absolutamente nada. Uma das maiores cafonices da sociedade moderna: essa tal de moda.
 
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