Teta


As coisas que você fez para mim e por mim
Estão todas gravadas na memória do coração
Ainda sinto sua mão envelhecida a tocar meu corpo pequeno e amedrontado.
Sua voz, sua prece, sua companhia, seus braços e todas as mordomias de lhe ter ao meu lado.
Tá tudo lá gravado.
Falta você hoje pela casa que eu ando, vazia.
A sua voz para me acalmar.
O seu bolo pra cheirar a casa e botar medo em Maria.
Falta mais Teta em tudo que diz respeito a mim.
Falta um pouco de mim sem você por aqui.

A crise do mundo, começa aqui...


Acabei de ler um artigo que fala do custo da sobremesa mais cara de Nova Iorque.
O mimo custa 25 mil doláres e tem mil barbaridades e frescuras e deve ser mesmo irrestível. Com um sabor que eu jamais saberei destinguir. Esse artigo me faz pensar que hoje é o ultimo dia do ano e fico triste só de pensar nas crianças que não tem comida.
Tenho vontade de chorar e só de pensar nisso já estou cheia de água nos olhos!!!!!

Não ter dinheiro, não ter emprego, não ter roupa, não ter sapato, não ter faculdade, não ter currículo, não ter cerveja, não ter amor, não ter esperança, não ter água, não ter energia, não ter casa, não ter carro, não ter passagem, não ter pão, não ter sabão... tudo isso a gente tá acostumado a não ter e depois passar, ou nunca ter....

Mas não ter comida ou mesmo a idéia de que se vai comer hoje é tudo isso junto e muito mais.

Pensar numa criança desamparada, aflita e sem comida dói na minha alma. Dói no meu coração. Dói na consciência. E é justamente aí, na consciência, que o preço dessa sobremesa deveria pesar. Não importa o quanto você tem no banco, pagar 25 mil doláres numa sobremesa de chocolate é desumano, é desleal, é letal, é um crime.

Para o ano novo, quero comida no prato do povo. A partir da alimentação, aí sim, falamos em educação, trabalho, lazer.

Nesse ano, mais do que a Copa, quero vencer a partida contra a fome no mundo. Principalmente na África, onde no futuro pretendo adotar um de meus filhos. Afinal, como filha adotada, pretendo retribuir ao mundo a gentileza de dar educação e a possibilidade de uma vida melhor a uma pequena alma sem esperança, mas ainda com vida. E para nós (meu marido e eu) não importa religião, raça ou nacionalidade. Na nossa casa fala mais alto o afeto, a moral, a educação, a paz. Um não dito dentro de nossa casa significa a benção para uma vida melhor, um futuro melhor e não a falta de alguma coisa. Que venham a mim os meus filhos do ventre e do coração!!! Serão muito bem-vindos, amados e educados.

E acima de tudo que venha comida ao prato de todos os seres humanos que hoje, independente de sua localização, cor ou crença, sentem fome.

Um feliz ano novo a todos! Um 2010 sem fome para o mundo e com menos exageros.

AFINAL, UMA SOBREMESA DE 25 MIL DOLÁRES NÃO PODERIA EXISTIR EM MENU NENHUM DO MUNDO.

PS. Meu ano novo vai ser de paz, não comprei nenhuma comida especial para o dia de hoje, mas acho que vou passar no supermecado para comprar rosas amarelas e lentilhas. Em casa já tenho um champgne que ganhei de natal. E assim será o meu ano novo, com meu marido e o meu filhote de labrador que na verdade é um pitbull lindo e muuuuuuuuuito amado. (Nosso filho preto). E tudo isso não vai me custar mais de 10 doláres.

É claro que eu o conheço!!!!


Acho muito engraçado quando as pessoas perguntam se eu conheço Victor.


- Victor Netto Maia!!!, elas dizem. Usam apelidos que eu nem conheço – Victor Bucho!


Outras o chamam pelo apelido de infância – Gotinha! (Muitos nem sabem que ele tem esse apelido por causa do Zé Gotinha, da campanha de vacinação). A tentativa de identificar Victor é sempre a mesma, perguntar se eu o conheço ou se me lembro dele.


Meu Deus! Eu penso.


Como as pessoas se atrevem a me perguntar se eu conheço Victor.


É óbvio que eu conheço Victor. Eu o conheço tão bem que mesmo depois de 10 anos sem vê-lo ainda sou capaz de descrevê-lo aos detalhes de sua personalidade, genialidade e comicidade.


E temos muitas, muitas histórias juntos. Algumas que todo mundo conhece, outras que não contamos nem para o padre, no dia do confessionário, antes da nossa Eucaristia.


Pois é - Victor foi meu primeiro amor (platônico!!!!). Eu o amava loucamente. Eu, órfã de pai, sob os cuidados de uma mãe completamente louca, em decadência, vi em Victor a pureza do amor perfeito. Naquela época, sonhava com casamento, nós juntos para vida inteira. Mas Victor gostava mesmo das minhas amigas. Namorou todas elas.


Eu era a amiga legal, com aparelho nos dentes, óculos engraçado na cara (sim, eu sempre usei óculos!), cabelos sempre presos num rabo de cavalo, que me deixava a cara da Monalisa, e era muito, muito magra. Esse conjunto estético não era fez nenhum sucesso aos olhos do meu melhor amigo. Eu perdia feio para as amigas mais bem feitas de corpo (o que se esperar de uma menina de 12 anos!!! e com cabelos lisos??? – o meu era cacheado!). Victor passava duas, três, quatro horas comigo no telefone. Mas os beijos e as declarações ficavam para as minhas amigas. Todas elas, fosse judia, fosse católica, fosse ateia, não importava, não sobrava uma! A fidelidade da confidência sobrava para os meus ouvidos sempre, claro. Mas a emoção do sentimento nunca chegou de fato à minha glória.


O primeiro poema que eu fiz foi para Victor - ainda sei de cór. Também nunca lhe dei meu chaveiro cinza e verde da PQT para que ele pudesse passar a vida inteira me pedindo - era apenas um artifício adolescente que lhe dava motivos para falar comigo, quando não lhe sobrasse nenhum.


Eu também tinha o maior carinho em escolher o seu presente de aniversário. Passava dias pensando em quando o cinco de maio chegar. Era uma emoção ir ao edifício Luciana e esperar a hora dele me tirar para dançar uma música lenta. Eu não posso nem dizer que tirava de letra, porque eu era um pau de tão dura quando era levada por alguém embalada por uma rotação moderna que tocava Eric Clapton ou Information Society. E mesmo assim Vick me tirava pra dançar. Em um dos seus aniversários, eu lhe dei uma sinuca de brinquedo, que ele morria de ciúmes que os outros usassem ou quebrasse. Em um certo aniversário, lhe dei uma camisa de peixinhos que ele adorava, mas perdeu no mar de Itamaracá. Eu quase morri de pena quando ele me contou! Mas a vida que nos embalava naquela época foi passando e me levando para longe demais. As lembranças claro nunca se apagaram e o carinho de outrora é o mesmo de agora. Afinal, Victor foi o meu primeiro amor.


Hoje, o meu Vick é um homem formado no que sempre disse que ia ser quando crescer (veterinário), que não mudou, melhorou. Se afinou com o tempo e agora vai ser pai. Pelo menos, pelo o que sei e pelo o que ele tenta me contar por msn (a gente tem se desencontrado online, quase como se a tecnologia não quisesse ajudar esse reencontro a acontecer!) está muito animado. E tenho certeza que esse filho será tão abençoado como a vida de luz do meu amigo, cheio de sua graça infinita, que tenho certeza que esse bebê vai herdar. Por isso, me senti obrigada a escrever essa memória, esse passado - presente constante. Esse post é só um desabafo meio fora de hora e meio sem lugar, como uma oração inusitada no meio de uma tarde qualquer de verão, por meu amigo e seu filho que vai chegar. E também para dizer a todos que sim, EU CONHEÇO VICTOR, sem precisar de apelidos e sobrenomes. Ele também me conhece. Tão bem que ainda me chama pelo meu apelido de infância - Iêiê – que poucos conhecem! E ele ainda sabe porquê!

Saint Jonh's Party in Brazil


No matter how bad the economy can get around the world, the Saint John's party in Brazil is still going to be a big celebration. Saint John is a marital saint who brings a lot of fun to Brazilians every year. So, once you choose to go to Brazil at winter time, you should get to know the meaning of this event, the history behind the celebration, and how to dress up and celebrate the party.

First of all, “Festa Junina”, typically termed “São João” (Saint John) as it is centered on that saint's day, in June, is an annual Brazilian celebration. These festivities, which were introduced to the country by the Portuguese during the colonial period (1500-1822), are most associated with Northeastern Brazil, but today are celebrated in the whole country. It used to be a time for people to thank Saint John for the crops, because around June, in Europe, is crop time. In Brazil, however, it is a winter time and people enjoy the season and pray for Saint John to bring the proper rain and marriage to their lives.

Second, the most important meaning of Saint John's celebration is the popular meaning, with all its magical and mythical status. The Saint John typical dance is “quadrilha” (which is similar to square dancing) and was introduced to Brazilians by the French. This theatrical dance tells the story of a marriage in a small town, with a bride, a groom, a priest, and it is all about the ceremony. Even today, the traditional “quadrilha” lyrics of “Festas Juninas” use French words. Beyond the Saint John party and the religious aspect, people believe that Saint John can reveal the first letter of the name of your spouse. While you pray for Saint John you are allowed to ask about your sentimental future life, and meanwhile you enjoy the party with a bonfire, fireworks, food, costumes, and a lot of dancing.

Third and last is how to celebrate “Festa Junina”, because it is the most fun part of the party. Saint John is a huge event with typical food like corn, cakes, and desserts (dishes may include peanuts, potatoes, sausages, and rice); typical music like "forró"; "quadrilha" dancing; and people dressing themselves like rural natives.

Despite the whole Catholic meanings of the party, Saint John's celebration is always a happy event with more than just religious traditions. Visiting my country at Saint John's party time is guaranteed to be a lot of fun - this holiday always takes more than one day of celebration and you will miss that in the end. If you are lucky and the year coincides with the Soccer World Cup, I am sure you are going to have a blast, but that is a subject for another essay!

It is not a Hobby Hotel Music





It is very common people listen Bossa Nova and thinking it is something that they have listened before in any elevator or in a hobby hotel. The song that has inspired people around the world was created fifty-nine years ago with a lot of Jazz influence. However, what exactly is Bossa Nova and what differences it has from Samba, the most famous Brazilian style-music, and why this is not the only similarity between them, is what you are going to find next.

The most important similarity between Bossa Nova and Samba is that they both were originated in Brazil. Bossa Nova was created at the beginning of the 50’s by Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim), when Brazil initiated a cultural and economic revolution which was worth a new name: the new wave (Bossa Nova). Although, it was invented by Jobim, it is impossible to talk about Bossa Nova and do not mention Vinicius de Moraes. Together, Vinicius and Tom, have composed the most popular song “Girl from Ipanema” (Garota de Ipanema as you say in Portuguese). Original of the same country, but older than Bossa Nova, Samba is the root of the Brazilian’s music and culture. Like Blues, Samba is an "invention" from black African prisoners interned in the huge South American plantations. Therefore, if the Blues is sad like a cotton field, samba is cheerful, furious, and sunny. The Brazilian environment and a less fierce form of slavery there promoted a completely different Negro-American expression, resulting from the same reasons but in completely different conditions. The samba grew, of course, in the most colonized regions, first, in Rio de Janeiro, but also in São Paulo and Bahia. Closer to the Blues the song are more nostalgic than sad. Although, Samba has a lot of in common with Bossa Nova, and vice-versa, they rhythmic are very different.

In fact, samba and Bossa nova have this particularity: while samba has a very fast rhythmic and it can be dance (it is a very fast dance and Brazilians girls shake their hip with strong skills to amazed watchers), Bossa Nova is soft and has a different beat (and usually you do not dance Bossa Nova, just enjoy it!). Samba is faster because it is played with various percussion instruments: “repique”, “surdo”, “caixa”, “ago-go”, “pandero”, “tamborim”, “cuica”, and “chucalho”. Those instruments are incorporated into an authentic Brazilian Samba and when played together they are called “batucada”, which has one hundred and seventy beats per minute. The structure of both genres of music styles is very strong and marked by some dissimilarity.

While Samba music traditionally dealt with the hardships of the Brazilian working class, and poor people from “favela” (ghettos), Bossa Nova focused on the idyllic atmosphere of the prosperous neighborhoods along the beaches of Rio de Janeiro. Similarly, Bossa Nova composers and musicians tended to come from the middle and upper classes. To reflect its theme of a luxurious lifestyle, Bossa Nova borrowed the melodious chord structures found in American jazz while retaining the drum rhythms of Samba, but at a slower and more relaxed tempo. However, even with many similarities and contrasts, Bossa Nova and Samba can be enjoying nowadays with the same passion from the past and there is no one better than the other.

They both come from the same region and, for different reasons, became very important for the national culture in that country. Because of that, do not try to say a Brazilian that their song sounds like a hobby hotel song for you. It is like to say their “national anthem” is not fun, and ordinary enough to be listened in an elevator!

Depois de ouvir sobre Paris, você vem falar em felicidade!

Tá bem. Vou tentar.
Mas, vem cá, você é feliz?

Você também tá de viagem marcada a Paris e vem me jogar na cara os dez anos de passado que não se recuperam mais?

Onde ficou guardada essa frase, quando na mesa daquele restaurante à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas seus olhos viam tempestade à minha imagem e semelhança?

Quando unir suas mãos as minhas seria mais um ato de rebeldia suficiente capaz de emergir a terceira guerra mundial?

Onde estava a coragem, o desespero, o desejo, a certeza quando você me deixou escapar entre os dedos calejados?

A esperança no futuro estava mesmo no outro, naquela ligação que vc só atendeu quando voltou à sua terra, ao seu eu, ao seu sobrenome e a todos aqueles que o valham. No vazio do novo, ficou apenas a minha cara, lavada, sem maquiagem, e a pergunta vamos lutar por isso?
Não parecia valer a pena e essa pena aos anos se passara. E hoje EU pergunto, você é feliz? Está sendo feliz?
Como pode me dizer que é triste o destino que cabe perfeitamente na medida dos seus braços?
Na medida do acomodado futuro que todo mundo disse um dia ter pra você?
Eu nunca estive nesse espaço - tão belo e intacto - mas conheço de cor e salteado todas as palavras que rodeiam o seu mundo encantado. Porque eu sempre estive do outro lado, do lado de lá da margem, olhando o mundo girar, andando aos passos largos. Esperando você me alcançar, quando não valeria mais a pena lutar.




Minha inédita segunda vez, em Paris.

A primeira vez que eu fui a Paris foi meio que sem querer - não pelo NÃO QUERER do verbo sem querer, mas pelo atropelo dos fatos e circuntâncias - que hoje em dia não tem valor nenhum. Portanto, Paris à primeira vez não foi uma viagem programada, foi mais uma tentativa frustrada de impedir o destino de acontecer.

Porém, a minha segunda vez em Paris foi inédita. Quase um clichê. Dia e noite cheio de aventuras fantásticas, temperos inéditos, curiosidades, acertos, desacertos e PARIS AO FUNDO.

Incrível.


Mas o melhor de tudo, eu guardei pro final. Quando estive na cidade, em 2007, não subi ao topo da torre por medo de nunca mais ter a oportunidade de voltar lá com um amor de verdade. Por isso, guardei a delícia do passeio como pretexto para voltar a Paris. E assim sendo, voltei a Paris em 2009. Agendamos uma data especial, abrimos uma garrafa de champagne e subimos ao topo, num dia de domingo, sem chuva.


Foi a glória. Meu maior acerto, no desespero do meu coração feliz!


Por isso, por Monet, pelo Musee D'orsey, pelos crepes, pela minha segunda vez inédita na cidade e pela Paris que não cansou de ser bonita, de ser meu Rio de Janeiro internacional é que hoje eu volto a escrever no meu blog. Cheia de cicatrizes que Paris deixou na minha pele. Pelo francês que eu já não gaguejo tão bem, e que voltou a me inspirar de verdade.


Pura e simplesmente mágica, a vazia existência de se permitir mais uma vez em Paris extrapola dentro de mim.


De verdade e cheia de sims. Sim, eu disse sim. Em PARIS.



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